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Região tem 6.280 imóveis novos à venda Fernando Bortolin Agência BOM DIA
A região conta hoje com 6.280 imóveis residenciais em processo de comercialização frente ao boom imobiliário esperado pelas construtoras e bancos que atuam na região, aponta balanço da Acigabc. (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC).
Os mercados imobiliários de Santo André, São Bernardo e São Caetano dispõem hoje de 121 unidades prontas e outras 169 em fase de acabamento. “Para 2010 serão entregues mais 2.467 unidades, ante 1.690 entregas programadas em 2011 e 1.833 em 2012”, diz o presidente da Acigabc, Milton Bigucci.
O executivo projeta um ano de franca recuperação do mercado - iniciada em setembro do ano passado -, apontando expansão entre 10% e 15%, com o número de unidades podendo fechar o ano próximo de 7,3 mil apartamentos nas três cidades do ABCD.
Segundo o presidente da Acigabc, a crise bateu forte sobre o mercado em 2009. “Fechamos 2009 com 4.919 unidades lançadas, ante 9.119 no ano anterior”, disse, ao apontar investimento de R$ 1.565,2 bilhões nesses lançamentos.
Ao todo, o setor vendeu 5.126 apartamentos em 2009 e faturou R$ 1.405,0 bilhões. “Em 2008, foram 6.952 vendas para um faturamento de R$ 2.049,6 bilhões”, disse.
Para Milton Bigucci, 2010 será o ano da recuperação do setor. “Tem dinheiro sobrando nos bancos, os juros estão baixos (entre 9% e 10% ao ano) e os prazos são longos, de 25 anos”, destaca ele, ao apontar que as vendas em janeiro estão surpreendendo, com demanda acima da média.

Minha Casa, Minha Vida precisa ser mudado
A perspectiva de sucesso ou não do Programa Minha Casa, Minha Vida na região depende de mudanças, diz o presidente da Acigabc, Milton Bigucci. “O preço dos terrenos é muito alto e não compensa investir”, afirma.
Segundo ele, é necessário que o governo amplie o subsídio por unidade, caso contrário não será possível adotar o programa em cidades como Santo André, São Bernardo e São Caetano.
“Diadema e Mauá devem ter sucesso neste aspecto, mas nas demais cidades não”, afirma ele.
“O programa deve ser maximizado para atender milhões de pessoas, mas pelas regras atuais, o que estamos vendo é um projeto aqui outro ali. Não é um programa de desfavelização, mas da casa própria”, afirma.
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